Até agora, acreditava-se que a República Democrática do Congo, na África Central, fosse a capital mundial das tempestades. É lá que fica o vilarejo montanhoso de Kifuka, atingido, anualmente, por uma média de 158 relâmpagos por quilômetro quadrado. Mas, novas pesquisas tiraram o título do local.
Há várias décadas, especialistas tentam entender os motivos da intensa atividade de tempestades na região. Nos anos 60, pensava-se que depósitos de urânio na base rochosa do local atrairiam mais raios. Mais recentemente, alguns cientistas sugeriram que a condutividade do ar sobre a superfície do lago é aumentada pela abundância do metano liberado pelas reservas de petróleo do subsolo.
Mas nenhuma dessas teorias foi comprovada. Por enquanto, o fenômeno é atribuído à potente combinação de topografia e correntes de ar que circulam na área.